Viver mais é uma conquista. Mas com que saúde queremos chegar lá?

Negócios2 hours ago14 Views

Painel Longevidade e Saúde do Desert Women Summit Brasil coloca prevenção, menopausa, doenças autoimunes, saúde emocional, autocuidado e qualidade de vida no centro da discussão.

Estamos vivendo mais. Essa é uma das grandes conquistas do nosso tempo. Mas longevidade não deveria ser medida apenas pelo número de anos acrescentados à vida.

Para mulheres que estão construindo empresas, carreiras, patrimônio, famílias e novos projetos, existe uma pergunta talvez ainda mais importante: em que corpo, com que autonomia e com qual saúde física e emocional queremos viver os próximos 20, 30 ou 40 anos?

É a partir dessa reflexão que o Painel Longevidade e Saúde do Desert Women Summit Brasil reúne diferentes perspectivas sobre um tema que deixou de ser apenas uma questão médica para se tornar também uma discussão sobre escolhas, prevenção, autonomia e futuro.

Dra. Cristiane Morandin, médica com atuação em medicina integrativa e doenças autoimunes, conhece a doença também pela perspectiva da paciente. Diagnosticada com esclerose sistêmica há cerca de 15 anos, transformou sua própria experiência em pesquisa e desenvolveu o Método SEEI, baseado em quatro pilares: Sono, Estresse, Exercício e Intestino.

Sua provocação começa muito antes de qualquer diagnóstico: por que ainda esperamos adoecer para mudar a maneira como vivemos?

Fabiana Scaranzi traz para o centro da discussão o climatério, a menopausa, a maturidade e a mulher depois dos 50. Em uma sociedade na qual mulheres podem chegar aos 50 ou 60 anos profissionalmente ativas, economicamente relevantes, liderando empresas e com décadas de vida pela frente, envelhecer não pode continuar sendo tratado como sinônimo de perda de potência.

Dona Kika Sato, psicóloga, amplia a conversa para uma dimensão igualmente importante: a longevidade emocional. Identidade, vínculos, autoestima, mudanças de papéis e a capacidade de se reinventar também fazem parte de uma vida longa e saudável.

Carol Scaff coloca autocuidado, presença e propósito diante de uma geração de mulheres que aprendeu a produzir, cuidar, resolver e entregar — mas que nem sempre aprendeu a fazer uma pergunta essencial: como estou dentro da vida que construí?

Erika Santos completa essa visão ampliando a discussão sobre a construção contínua da saúde feminina e a necessidade de compreender que cada fase da vida traz novas demandas, escolhas e formas de cuidado.

A provocação do painel é simples, mas necessária.

Planejamos carreira. Planejamos empresas. Planejamos investimentos. Planejamos patrimônio. Planejamos o futuro.

Mas estamos planejando nossa longevidade?

Não basta chegar mais longe. É preciso discutir como queremos chegar.

Prevenção, saúde emocional, alimentação, movimento, sono, relações, menopausa, acompanhamento médico e qualidade de vida deixam de ser assuntos isolados quando entendemos que todos fazem parte de um mesmo patrimônio: a possibilidade de continuar vivendo com autonomia e presença.

“Falamos muito sobre onde queremos chegar profissionalmente e sobre o patrimônio que queremos construir. Mas onde você quer estar daqui a 20, 30 ou 40 anos — e com que saúde quer chegar lá? Existe um patrimônio anterior a todos os outros: a saúde necessária para usufruir da vida que levamos décadas para construir.”

Janaína Araújo
Idealizadora do Desert Women Summit Brasil

O Painel Longevidade e Saúde nasce justamente para ampliar essa conversa. Porque viver mais é uma conquista. Viver mais e melhor precisa ser parte do plano.

01 a 10.09 – DWS em Marrocos

(Fotos: Divulgação)

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