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Reginaldo Faria Primo
Reginaldo Faria Primo

Por Vanessa Senatori Credie

O mercado está em constante ebulição, obcecado por Experiências, aceleração digital e o imperativo dos dados para nortear decisões. Contudo, em meio a essa corrida por insights externos, existe um ativo de valor incalculável que muitas empresas, por um erro estratégico, ainda relegam ao papel secundário: o Employee Experience (EX).

Chegou a hora de romper com o paradigma de que o EX é apenas uma pauta do RH. Essa é uma visão míope e ultrapassada. O Employee Experience é, primariamente, um tema de negócios e, atrevo-me a dizer, o pilar mais subestimado do Marketing Estratégico moderno, diretamente ligado à geração de valor, expansão de receita e abertura de novas oportunidades.

Quando um colaborador se sente genuinamente pertencente ao negócio, acredita na solução que oferece, compreende o impacto real do produto e enxerga um propósito que transcende a operação diária, ele não cumpre apenas o esperado. Ele se torna um vetor orgânico e espontâneo: Impulsiona, Influência, Divulga e, inquestionavelmente, Vende.

Esse impulso interno não é um mero subproduto da satisfação; ele é um ativo de marca que precisa ser medido, ativado e amplificado com a mesma seriedade dedicada à análise de campanhas, funis de conversão, performance de mídia e CRM. A experiência do colaborador, de forma invisível, mas potente, impacta:

● Força e percepção da marca: Colaboradores felizes são a personificação da marca.
● Autoridade e posicionamento: O brilho no olho gera credibilidade instantânea.
● Velocidade dos ciclos de negociação: A confiança começa antes do primeiro contato comercial.
● Retenção e margem: A cultura de valor internalizada se traduz em lucratividade.

Ninguém traduz o valor de um produto ou serviço com mais autenticidade do que quem o vivencia e o defende diariamente. O colaborador engajado é, hoje, o canal orgânico de influência mais poderoso e, infelizmente, o mais subutilizado. Mas a boa notícia é que esse cenário está mudando.

A Nova Aliança: CX e EX não competem, se retroalimentam e essa falsa dicotomia entre Customer Experience (CX) e Employee Experience (EX) precisa ser desmantelada. Eles não são temas separados; são complementares e simbióticos.

● Quem vive a cultura, entrega a cultura.
● Quem vive o propósito, gera conexão.
● Quem vive a confiança, transmite confiança.

Quando o EX é estrategicamente integrado à visão de Marketing, a performance global da empresa é elevada: a conversão acelera, a tomada de decisão se torna mais curta e sustentável, e o time inteiro se posiciona de forma coerente e coordenada com o que a marca, de fato, representa.

O futuro das marcas de alta performance não será ditado apenas pelo maior budget de mídia, pelo discurso mais inflamado ou pela tecnologia de ponta. Será definido pela força interna. Pessoas engajadas, times alinhados e uma cultura viva no dia a dia são o novo ativo competitivo, ainda invisível para muitos, mas o mais valioso. As empresas que internalizaram essa verdade primeiro verão seus resultados crescerem mais rápido, com menos fricção e com resultados reais e sustentáveis. Porque para gerar impacto fora, é mandatório fortalecer dentro.

Quando o Employee Experience se torna uma prioridade estratégica, o Marketing deixa de ser um mero canal de comunicação e se transforma em um propulsor de cultura, performance e geração de receita.

O EX dentro da estrutura de Marketing inverte a lógica tradicional:

1. Marketing deixa de vender promessas e passa a amplificar a realidade vivida. A autenticidade supera a retórica vazia.
2. Marca Empregadora e Marca de Negócio passam a ter um único tom estratégico. A coerência é a nova moeda de valor.
3. Cultura e Posicionamento compõem a mesma narrativa. O alinhamento é total.
4. O Storydoing supera o Storytelling. A história é contada pela ação, não pelo discurso.
5. As pessoas tornam-se influenciadoras orgânicas de verdade, pois comunicam o que realmente vivem.

O Marketing por Influência evoluiu. O influenciador mais poderoso do amanhã está dentro da sua empresa. Colaboradores como agentes ativos de reputação agregam uma camada de confiança e credibilidade que nenhuma mídia paga ou criador de conteúdo externo consegue alcançar sozinho. Essa força interna não substitui o influenciador externo; ela o amplifica, eleva e conecta. A soma do interno mais o externo é o que forma e fortalece as grandes marcas.

O Marketing Estratégico do futuro se torna uma plataforma: de cultura, de confiança, de construção de valor tangível e intangível, de aceleração de vendas e de redução de atrito na tomada de decisão.

EX é sobre pessoas, mas, acima de tudo, é sobre negócio. Não é uma pauta paralela, é parte da estratégia do motor de vendas e o pilar inegociável de crescimento.

E para finalizar, deixo uma provocação crucial para o leitor: no seu modelo de negócios, o Employee Experience já faz parte do core estratégico de Marketing e Vendas, ou ainda está isolado no RH como um tema lateral?

Lembre-se: Performance nasce dentro. Influência nasce dentro. E o mercado só replica o que é consistente na origem.

Vanessa Senatori Credie é consultora de marketing estratégico, especializada em sucesso do cliente e criação de experiências personalizadas que conectam estratégia é pós graduada em Marketing Data Driven, Unificando visão de negócio, dados, jornada do cliente e cultura para gerar resultados consistentes, dentro e fora das organizações.

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