Mulheres 40+ redefinem gestão e liderança no Brasil e no mundo em cenário de maior presença e desafios persistentes

Reginaldo Faria Primo
Reginaldo Faria Primo

No atual cenário corporativo global, mulheres com mais de 40 anos estão conquistando espaço progressivamente em posições de gestão e liderança, refletindo uma maturidade profissional que combina experiência, visão estratégica e habilidades de comando cada vez mais valorizadas pelas organizações.

Dados recentes indicam que, embora ainda haja desafios significativos para alcançar a equidade plena, a presença feminina em cargos de liderança tem avançado de forma contínua: no Brasil, mulheres ocupam cerca de 39,1% dos cargos de liderança nas empresas, percentagem que vem crescendo ao longo da última década, embora ainda abaixo da paridade total entre gêneros.

A nível global, pesquisas mostram que a participação feminina diminui à medida que se sobem os níveis hierárquicos, com cerca de 29% das posições de C-suite ocupadas por mulheres em 2025 em grandes corporações, segundo relatórios internacionais.

Mesmo assim, a presença de mulheres maduras e experientes em liderança tem se mostrado fator positivo no desempenho organizacional, com estudos apontando que equipes com equilíbrio de gênero tendem a apresentar indicadores de inovação e resultados superiores.

Essas mulheres 40+ trazem para o mundo corporativo não apenas anos de vivência profissional, mas também uma forte capacidade de mentoria, gestão de conflitos e resiliência, atributos que se tornam ainda mais relevantes em um ambiente de negócios marcado por transformações rápidas e complexidade crescente. Para Ana Claudia Eluan, farmacêutica com 25 anos de experiência em gestão e liderança, essa maturidade é um diferencial competitivo e um ativo para qualquer empresa que busca sustentabilidade e liderança consistente: “Mulheres com mais de 40 anos, muitas vezes acumulando experiências em diferentes setores e liderando equipes diversas, trazem uma perspectiva estratégica e emocional que é essencial para os desafios atuais de gestão. Nossa trajetória profissional nos ensina a equilibrar visão de longo prazo com agilidade no dia a dia, algo que tem sido cada vez mais valorizado pelas organizações modernas,” afirma Ana Claudia.

Apesar desses avanços, desafios permanecem. A representatividade feminina em posições de topo ainda não alcança a proporcionalidade com sua participação no mercado de trabalho, e barreiras estruturais, desde vieses inconscientes até lacunas em oportunidades de promoção, continuam a limitar o crescimento de muitas líderes.

Isso se reflete em iniciativas e discussões cada vez mais amplas sobre políticas corporativas de diversidade, inclusão e suporte a carreiras femininas, destacando a importância de ambientes de trabalho que valorizem e aproveitem o potencial das mulheres em todas as fases da carreira.

Nesse contexto, a trajetória das mulheres líderes 40+ simboliza não apenas a superação pessoal, mas também um movimento mais amplo de transformação cultural dentro das organizações brasileiras e internacionais, que seguem buscando modelos de gestão mais inclusivos e eficazes.

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